segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Perder.

Então, eu perdi. Quantos “já” você já perdeu? Já perdi um amor, perdi a paciência, perdi esperança, perdi um vestibular, me perdi. Mas o normal é perder mesmo, nós sabemos disso. A gente se perde entre as ruas não frequentadas, entre os beijos não dados, entre as mãos escorregadias. A gente sempre se perde... Sem saber que alguém vai nos achar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Tire suas próprias conclusões:

A água que antes deslizava pelos traços do meu corpo agora estava em uma boa distância, eu teria hibernado por um longo período e acordado há poucos segundos. Enfiei as mãos molhadas pelas madeixas negras fechando os olhos com sutileza conforme voltava para debaixo da ducha. Não gostava nenhum pouco de acordar cedo, entretanto, às vezes era plausível. Ali, cheguei a conclusão que todos nós nascemos para semear algum aprendizado, e eu nasci para amar tudo. Fui criada para abraçar o mundo. Por isso hoje, por impulso, acabo odiando tudo. Na verdade, não sei se é bem ódio o que sinto. É uma espécie de amor que não combina com o que me ensinaram (e eu aprendi). É um amor que me mantêm em pé e que me faz chorar, um amor que está presente... No sorriso. Quase sempre me esqueço de que minha vida não é um romance. Às vezes me pego imaginando como seria se eu fosse diferente... Sabe, se eu fosse uma pirata ou uma princesa. Até as duas coisas já me vieram à mente. Às vezes me sinto uma criança quando bate aquela nostalgia e sábado de manhã pego meu edredom e vou assistir televisão. Na verdade, eu acabo dormindo lá mesmo antes mesmo do desenho começar. É pura loucura! Só sei que eu nasci para amar.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

— Quando sai o próximo trem?

— Para onde, senhorita?

— Para as estrelas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Contradição

O que eu sinto agora é diferente, sabe? Aliás, tudo é. Você, principalmente. Eu gosto da sua contradição. Eu gosto das lágrimas que me faz derramar. Eu gosto até do seu jeito idiota e gosto mais ainda quando é carinhoso. Gosto quando me manda ir e depois me pede pra ficar. E isso tudo me faz tão bem. Principalmente aqueles sorrisos que você consegue tirar de mim. Eu não sei o porquê, mas é em você que eu penso antes de dormir e com você que eu quero estar, todo o momento. Eu fico me perguntando o porquê das coisas serem assim. Eu sei que, na verdade, temos princípios diferentes. Sei também que muitas vezes eu me iludo e me pego em horas desapropriadas tentando tirar você da minha cabeça. Ou eu realmente talvez nem queira tentar. Eu não vou desistir enquanto você disser que ainda existe um "nós", eu não vou te deixar enquanto você ainda me quiser e acima de tudo: não vou dizer que te odeio enquanto você ainda me amar.